Nova logo alterado

BLOG / BELEZA

Dicas de beleza, produtos, maquiagens e tratamentos para você ficar sempre bonita!

|Cabelos - Alopecia Feminina|

Simone Brito 28 de Março de 2017 215 18 19

Não que seja essencial para a manutenção da vida, sabemos, mas seu papel é psicossocial: ele influencia diretamente nossa autoestima. É por isso que, quando encontramos aquelas mechas a mais no travesseiro ou no chuveiro, o desespero é imediato. Para aumentar ainda mais o susto, a causa do desprendimento dos nossos fios é normalmente, mais difícil de diagnosticar que nos homens, já que é maior o número de possíveis culpados. " A origem pode ser metabólica, hormonal, nutricional  e até mesmo um problema reacional a algum evento, além de questões genéticas", explica o médico especializado em tricologia Valcinir Baldin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo. Outra dificuldade é que até recentemente, os tratamentos eram limitados. Para se ter uma ideia o primeiro medicamento tópico só foi aprovado pela Anvisa no fim de 2014. Mas médicos relatam o aumento no número de pacientes mulheres com esse problema. Isso não quer dizer, necessariamente aumentou, mas que estamos mais confortáveis para falar sobre o assunto, o que é um grande passo para diminuir o estigma e levar os pesquisadores e o mercado cosmético a se concentrarem em soluções.

 As causas mais comuns de queda capilar e as melhores soluções para cada uma:

PÓS PARTO;

Você já ouviu alguma mulher dizer que o cabelo dela esteve mais forte e bonito durante a gravidez? E e verdade. Durante o período gestacional os níveis de estrogênio e progesterona se mantém altos, uma vez que é a placenta que produz esses hormônios e eles fortalecem os fios. E o que acontece é que depois da gravidez é que há uma queda nos níveis desses hormônios. A diminuição acentuada de hormônios acontece cerca de dois a quatro meses após o parto. Some isso a noites mal dormidas, o estresse e todo o gasto calórico e nutricional por conta da amamentação, e os resultados são falhas relevantes no cabelo. Mas não precisa entrar em desespero. Isso é que os médicos chamam de "eflúvio telógeno" - uma perda transitória e não definitiva - diferente da calvície.

O QUE RESOLVE:

Tratar precocemente com alimentação e fortalecer o cabelo que permanece. Nos últimos três meses de gestação, é interessante iniciar e continuar até alguns meses após o parto, um acompanhamento nutricional para reposição de nutrientes com o ferro, zinco, cobre, selênio, biotina e cisteína, principais responsáveis pela saúde dos fios. Além disso, é importante tratá-los com cosméticos ricos em aminoácidos e proteínas que fortalecem os folículos.

HORMONAL:

Você sabe o que precisa para o seu cabelo continuar firme e forte? Para manter a saúde do folículo, precisam estar em ordem o cortisol, a vitamina D e o hormônio THS, a testosterona e os femininos progesterona e estrogênio, quando estão desequilibrados acontece o eflúvio telógeno, mesmo caso das mulheres no pós parto. A diferença é que a gravidez é uma explosão hormonal esperada e se dá pra ser prevista e tratada antes que o problema evolua. Aqui a causa pode ser diversa. Alteração na glândula tireoide, deficiência alimentar, quadro de ovários policísticos ou qualquer outra mudança hormonal podem alterar e prejudicar a estrutura capilar. Fator mais comum? Alto nível de cortisol no corpo, que é produzido quando estamos estressadas.

O QUE RESOLVE:

O mais importante é descobrir o que causou a alteração e equalizar as taxas hormonais com acompanhamento médico. Adicione uma dose de atividade física a sua rotina, tenha uma alimentação balanceada, isso já deve resolver metade do problema. O que não pode faltar é uma reposição dos nutrientes responsáveis pelo equilíbrio.Adicione carnes vermelhas em sua dieta. Também folhas escuras, castanhas,leguminosas,peixes, grãos e ovos. Mas dependendo do caso, talvez seja importante uma suplementação adicional. Se sua condição apareceu devido a um problema médico, como a síndrome do ovário policístico, converse com um profissional para avaliar se você não precisa repor o hormônio progesterona.

GENÉTICO:

O equivalente feminino ao padrão masculino de calvície, a alopecia androgenética é mais comum do que imaginamos - Cerca de 40% das mulheres do mundo irão desenvolver o quadro em algum momento da vida. Ela é resultado da testosterona somada a predisposição genética. Ao atingir o couro cabeludo com tendência para calvície, esse hormônio sofre a ação de uma enzima e é transfomado em dihirotestosterona (DHT), que age no folículo, diminuindo progressivamente a produção de fios. O mais complicado, nesse tipo de queda capilar, é que o cabelo não volta a crescer. Fique atenta se em sua família existe algum caso de calvície feminina e consulte um médico o quanto antes para evitar.

O QUE RESOLVE:

O primeiro passo é diagnosticar o quanto antes. A calvície feminina tem cinco graus, começando pelo 1 e caso a paciente não trate, pode progredir até o último.. É importante investir em uma avaliação genética. Ultimamente existe um teste para identificar se a paciente ficará calva ou não. Após o resultado, o dermatologista indica o tratamento que visa retardar o quadro através de aplicação local de ativos restauradores capilares como o Minoxidil, lasers e principalmente, a terapia celular com células tronco. Paralelamente invista em produtos bloqueadores de queda na rotina diária.

Especialistas: José Vitor de Oliveira Junior (Clínica Volpe - São Paulo), Cláudia Marçal - Membro da Academia Americana de Dermatologia, Patrícia Hufnagel Toscani, engenheira química - São Paulo.

Fonte: Woman Healt - edição Março 2017

Deixe seu comentário